Consumismo: você é refém dele?

mulher-consumoMudança é uma palavra que pode causar arrepios em muita gente. Mas, muitas vezes, ela é necessária. Mudança de comportamento, mudança em pequenos hábitos e atitudes. Mudar a maneira como enxergamos o mundo, como vemos as pessoas e como nos relacionamos com elas pode ser aquilo que está faltando para que a vida seja mais tranquila e agradável.

Mudanças saudáveis e feitas de maneira consciente são muito bem-vindas. É muito melhor mudar hábitos e atitudes negativos por vontade própria do que sermos obrigados a mudar pela falta de emprego ou pela morte de um parente próximo. Claro que essas coisas acontecem e podem pegar qualquer um de surpresa. Mas, a consciência da maneira como vivemos e por que vivemos é essencial para termos uma vida melhor. E, convenhamos, se pudermos mudar nossa vida para melhor, por vontade própria, estaremos fazendo um bem danado para nós mesmos.

Uma boa maneira de começar a mudar a vida – e, todos nós temos alguma coisa que queremos melhorar em nosso dia a dia – é mudando nossas atitudes em relação ao consumo. Você já deu uma geral no seu guarda-roupa esses últimos tempos? Quantas peças de roupa você, realmente, usa no seu dia a dia? Quantos sapatos você tem? Quantos deles você usa de verdade?

E, na sua casa em geral? Você usa mesmo tudo o que tem lá? Todos os eletrodomésticos são imprescindíveis? Você trabalha para ter coisas e pagar contas ou trabalha para se desenvolver profissionalmente e como pessoa? Você já parou para pensar sobre isso ou está levando a vida no automático?

Você já percebeu que o excesso de coisas em casa e no armário atrapalha sua vida? Quando você acorda de manhã e tem uma infinidade de sapatos para escolher, com certeza, muitos minutos do seu dia são consumidos nessa escolha. Se ao olhar suas gavetas, uma infinidade de opções pula aos seus olhos, um tempo precioso da sua vida está indo embora. Tempo que poderia ser melhor empregado para fazer coisas realmente importantes, como uma atividade física, levar seu cachorro para passear ou ler um livro.

A sociedade consumista nos leva a comprar, comprar e comprar. E, se não temos dinheiro, pior ainda: o cartão de crédito está ali a espera para ser usado. Esse exagero consumista nos leva a ter preocupações que não são necessárias. Preocupação com o excesso de contas para pagar, com o local onde vamos colocar tudo aquilo que compramos e – depois que essas coisas começam a se acumular em nossa casa – em como vamos organizar tudo isso.

Então, a melhor maneira de evitar tudo isso é ter consciência do que compramos e para que estamos comprando. E, sempre pensar duas vezes antes de efetuar a compra. É claro que não estou dizendo que devemos viver como se fôssemos monges beneditinos e fazer votos de pobreza. É claro que comprar coisas, mesmo que não sejam tão importantes para nossa sobrevivência, dá prazer e sensação de bem-estar.

Mas, é essencial tomarmos consciência do que estamos comprando e para que estamos fazendo isso. Se a compra é compulsiva, para diminuir o stress ou para compensar alguma carência, o melhor a ser feito é respirar fundo e fingir que o objeto desejado não está ali. Se a compra não for necessária, você nem vai se lembrar dela quando chegar em casa.

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